
Colaboração de: Anajuara Júnio Andrade.
Fui convidado para ir ao milenar show da Lady Gaga em Copacabana. O único problema? As passagens aéreas, faltando menos de um mês para o evento, estavam custando um absurdo!
Para quem não conhece, skiplag ou skiplagging é a prática de adquirir um voo com conexão e descer “no meio do caminho”.
Eu precisava chegar ao Rio de Janeiro antes do dia 03 de maio, então procurava um voo entre os dias 01 e 03/05. As passagens estavam custando, em média, de R$ 2 mil até R$ 3 mil. Inclusive em milhas, o valor estava impraticável.
Saindo do Aeroporto de Brasília, é comum encontrar voos por 10 a 20 mil milhas ou, pagando, entre R$ 300,00 e R$ 400,00 em baixa temporada. Quando está caro, chega a uns R$ 700,00 ou no máximo 30 mil milhas. Pagar mais de R$ 1 mil? Fora de cogitação. 100 mil milhas? Impensável!
Eu tinha um voo ida e volta emitido para São Paulo com a LATAM, e esse voo teve uma alteração involuntária, permitindo que eu remarcasse sem custos. Não pensei muito e aproveitei a oportunidade – remarquei este voo para dia 01/05, data que eu precisava. A mudança ficou da seguinte forma:
- Brasília > Santos Dumont (SDU) > Congonhas (CGH).
Na volta, o roteiro inverso:
- Congonhas (CGH) > Santos Dumont (SDU) > Brasília.
Viagem de ida
O embarque em Brasília transcorreu normalmente e, como de praxe, não se despacha malas em voos de skiplag, pois a bagagem é etiquetada diretamente para o último destino.
É claro que quando você compra uma passagem para São Paulo, a companhia não é obrigada a garantir que você faça conexão em cidade X ou Y, ela tem a obrigação de te deixar no destino final. Então contei com a sorte de não alterarem novamente o meu voo.
Após desembarcar no Rio de Janeiro, saí do aeroporto sem informar nada para nenhum funcionário da companhia, e talvez tenham me chamado no auto falante, mas nunca embarquei para SP. Horas depois minha reserva atualizou e removeram o trecho do Rio para São Paulo. Mas a volta ainda estava lá, intacta!
Viagem de volta
Eu sabia que a companhia poderia alegar no-show e cancelar toda minha volta, mas isso não aconteceu. Fiquei monitorando o aplicativo da compania durante o período da viagem. Se minha volta sumisse nesse período, eu precisaria de um plano B. Mas eu estava preparado e minhas opções eram: comprar uma passagem no próprio aeroporto; comprar uma passagem de tabela fixa em um programa internacional ou até mesmo voltar de transporte rodoviário. Quem faz skiplagging precisa saber os riscos!
Na volta, eu faria os trechos: Congonhas (CGH) > Santos Dumont (SDU) > Brasília.
Isso significa que minha volta era ainda mais arriscada que o normal. No dia do retorno, teria que embarcar primeiro em São Paulo, mas novamente recebi no-show neste trecho. Eu já estava no aeroporto do Rio de Janeiro quando vi a passagem de SP (primeiro trecho) desaparecer do aplicativo, mas a esperança ainda permanecia. O segundo trecho, Rio de Janeiro para Brasília, ainda estava válido. Pelo menos no app. Eu sabia que o voo estava lotado, não havia nem assento para ser marcado.
O voo que eu precisava era menos de 1h depois do voo perdido de SP. Então, assim que o embarque no Rio iniciou, eu corri até o portão para escanearam meu bilhete. Tudo certo, e finalmente pude respirar aliviado!
Valeu a pena?
No final das contas sim. E foi dessa forma, com muita emoção, que deixei de gastar 100 mil milhas LATAM reaproveitando um voo que me custou apenas 8.432 milhas. E o melhor? Era em premium economy! Ou seja, além de tudo, viajei com mais conforto — e ainda recebi um sanduíche no serviço de bordo. Sufoco, mas tudo deu certo. E você, arriscaria ou optaria por comprar logo um voo?
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