
O Grupo ADVT, que opera o Advantage VIP Lounge e Emerald VIP Lounge, está entre os maiores operadores de salas VIP do Brasil. Ao longo de 2026 esse número deve aumentar ainda mais com novas aberturas.
Um dos rumores do mercado é que o Grupo ADVT ganhou a concorrência por uma das salas VIP do Terminal T3B no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). A nova área, para voos internacionais, será inaugurada ainda esse ano e as obras estão a pleno vapor.
As outras salas no T3B serão:
- LATAM Lounge (confirmado);
- Lounge GOL Smiles (confirmado);
- American Express Lounge (rumor).
Pelo que soube de fontes do mercado nenhuma sala ali custará menos de R$ 3 milhões por mês o aluguel. Os espaços têm grande procura de interessados e as licitações são realizadas com critério de julgamento pelo maior valor de oferta.
O GRU Airport vai ao limite para conseguir lances cada vez maiores. Inclusive, vários players do mercado desistem justamente por isso.
Há demanda para tantas salas VIP?
A superlotação é constante no Terminal 3 todos os dias à noite, a partir das 18h. Em outros horários, o fluxo é consideravelmente menor, e é comum encontrar lounges com pouco movimento.
Com a abertura de 4 novas salas VIP, sendo que a da LATAM será a maior da América Latina, serão pelo menos 2 mil assentos disponíveis.
A pergunta que fica: o aeroporto terá um aumento na capacidade de viajantes? Lembrando que apenas uma porcentagem tem acesso – a maioria aguarda o voo no saguão do aeroporto.
Essa ampliação é boa para quem viaja, sem qualquer dúvida, mas pode ser que seja o início do caos financeiro para as empresas que operam os espaços. Temos muitas salas VIP no Brasil que já operam no prejuízo.
Para os bancos, o retorno em marketing é excelente. A conta fecha. Para as companhias aéreas, é um produto indispensável. A conta também fecha. Para empresas onde a receita depende de fluxo será que a conta vai fechar?
Cada vez mais a oportunidade de inaugurar uma sala VIP em aeroportos megavalorizados pelo fluxo de passageiros está se tornando uma aposta perigosa.
E digo mais: se for mais do mesmo, vai ser ainda mais difícil conquistar o público.
Bancos já sinalizaram: acessos ilimitados serão cada vez mais difíceis
Os bancos pagam – e muito caro – pelo acesso dos clientes. Eles estão mexendo nos benefícios para que os acessos ilimitados sejam cada vez mais difíceis de alcançar para os clientes. As exigências só aumentam, seja para aprovação do cartão ou com gastos mínimos para que o benefício seja liberado sem custos.
Quem sofre com esse cenário são as salas VIP que projetaram um número e verão ele ser cada vez mais difícil de alcançar.
Fator dólar
O dólar em queda também é um fator prejudicial para os operadores, que recebem na moeda americana. Quem projetou as contas com o dólar a R$ 6,00, por exemplo, está desesperado com o cenário atual.
A conta já chegou para os bancos. E eles claramente não estão dispostos a oferecer sala VIP como forma de marketing e captação de clientes como no passado. E como são os bancos que controlam esse mercado, toda a “cadeia alimentar” vai sofrer.
Conclusão
Vamos aguardar! Ganhar, não significa levar. Já vi empresas desistindo depois de refazer as contas.
Grupo de Gerentes
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