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Embarque GOL: a confusão dos grupos

Embarque prioritário me gerou muita dor de cabeça ao longo do ano

Em 2025, realizei cerca de 50 voos com a GOL Linhas Aéreas. E, na maioria deles, um ponto se repetiu: a confusão no embarque. Em especial no Aeroporto do Galeão (GIG), a empresa parece não conseguir definir um procedimento claro e consistente. O resultado é uma sequência de testes mal executados, sempre às custas da paciência do cliente frequente.

Em alguns momentos, a GOL optou por unificar a fila dos grupos 1 e 2. Na prática, isso cria uma fila única, extensa e desorganizada. Quando o embarque começa, o anúncio chama os clientes Diamante, mas a fila já está tomada por passageiros Ouro e até de outros grupos. O efeito é imediato: constrangimento, confusão e uma percepção clara de perda de exclusividade para quem deveria ter prioridade real.

Esse modelo chegou a ser abandonado no primeiro semestre, com uma volta ao formato tradicional. Mas, inexplicavelmente, o erro foi repetido no final do ano. Falta padrão, falta treinamento e sobra improviso.

Além disso, não há qualquer controle efetivo. Em diversas ocasiões, vi passageiros de grupos inferiores embarcando junto com o grupo 1, sem qualquer questionamento. O mesmo acontece na fila de prioridade definida por lei, que, curiosamente, costuma ser a maior de todas. Não é raro encontrar ali pessoas que claramente não se enquadram nos critérios, como adultos acompanhando crianças já grandes.

Prioridade mal aplicada deixa de ser prioridade e vira apenas mais uma fila. E, para quem voa com frequência, isso pesa muito na percepção de valor da companhia.

Foto de perfil Gabriel Dias

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