
O grupo espanhol Aena venceu o leilão de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional do Galeão (GIG), no Rio de Janeiro, com uma oferta de R$ 2,9 bilhões. O valor de arrematação ficou 211% acima do lance mínimo de R$ 932,8 milhões previsto no edital.
Na disputa, a empresa superou a atual administradora RIOgaleão e a Zurich Airport. Os envelopes com as propostas foram abertos na B3, em São Paulo, e a disputa avançou para a etapa de lances em viva-voz.
Como foi a disputa
A Aena e a Zurich apresentaram propostas iniciais de R$ 1,5 bilhão, enquanto a RIOgaleão ofertou R$ 934 milhões. Depois de 26 lances, os espanhóis chegaram ao valor final de R$ 2,9 bilhões e ficaram com a concessão.
A atual administradora do aeroporto é a RIOgaleão, formada por Changi Airport Group e Vinci. O grupo participou do leilão, mas perdeu a disputa.
Com o resultado, a Infraero deixa de ter 49% do terminal. O aeroporto havia sido privatizado pela primeira vez em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, quando o grupo vencedor ofereceu R$ 19 bilhões pela concessão.
Modelo de concessão
Pelo contrato, o grupo vencedor terá de pagar à União uma contribuição variável anual equivalente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039.
Em 2024, o faturamento da RIOgaleão somou R$ 1,14 bilhão. O resultado representou crescimento de 37,4% em relação ao obtido um ano antes.
Movimento em alta
O Galeão encerrou 2025 com movimentação recorde de quase 18 milhões de passageiros, totalizando 17,8 milhões. O número representa alta de 22,8% na comparação com 2024, quando cerca de 14,5 milhões de viajantes passaram pelo terminal.
Apesar do avanço, o aeroporto ainda opera com grande ociosidade. Isso porque a capacidade do terminal supera 37 milhões de passageiros por ano.
O Galeão está a 20 quilômetros do centro do Rio de Janeiro. Além disso, é o maior aeroporto do estado e o segundo maior terminal internacional do Brasil.
Coordenação com Congonhas
Segundo o presidente da subsidiária brasileira da Aena, Santiago Yus, a vitória no Galeão permite uma atuação coordenada com o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que também já é administrado pela empresa. De acordo com o executivo, essa coordenação pode gerar sinergias operacionais, comerciais e de despesas, além de permitir melhores condições aos clientes.
Aena amplia presença no Brasil
A Aena já administra o Aeroporto de Congonhas, na cidade de São Paulo, após vencer em 2022 o leilão de um bloco com outros 10 aeroportos do país. Na ocasião, a empresa ofereceu R$ 2,45 bilhões.
Com a vitória no Galeão, a Aena passa a controlar o segundo e o terceiro aeroportos mais movimentados do Brasil. O ranking é liderado pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Opinião do Marcos Paulo
O ponto que mais chama a atenção no resultado do leilão é justamente o grupo vencedor, a Aena. Com a administração conjunta do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Congonhas, em São Paulo, a integração entre esses aeroportos deve ganhar força.
Com a ampliação das rotas internacionais a partir do Galeão, é possível que passageiros passem a fazer o caminho inverso, saindo de São Paulo, com conexão no Rio, rumo ao exterior. Esse movimento era mais frequente antes da inauguração do Aeroporto de Guarulhos, nos anos 1980.
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