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Relato: BRB segue prejudicando seus clientes

Problemas com o banco estão acontecendo em grande escala e o estresse é inevitável

Em 2024, o Banco de Brasília (BRB) colecionou reclamações, escandalos, episódios de mau atendimento, entre outras questões. Erros sistêmicos, respostas evasivas e orientações equivocadas viraram rotina para muitos clientes.

O banco até admite falhas de forma pontual, mas frequentemente empurra a responsabilidade para terceiros, deixando o consumidor no meio do fogo cruzado e claramente prejudicado. O caso abaixo é um relato do Felipe, que faz parte da base de grupos do WhatsApp do Cartões, Milhas e Viagens, e traz um retrato bem detalhado de como os absurdos acontecem na prática.

Parcelado na maquininha, cobrado à vista na fatura

Em outubro, fiz cinco compras grandes no supermercado Assaí, totalizando R$ 28.523,76, usando meu cartão BRB DUX. Todas foram parceladas em 3x sem juros, e tenho todos os comprovantes da maquininha mostrando claramente: parcelado em 3x.

Mesmo assim, o BRB simplesmente ignorou o parcelamento e lançou tudo à vista na fatura de novembro.

Atendimento confuso e orientação errada

No dia 26/11, liguei para o banco para reclamar. O atendente demorou bastante para entender qual era o erro e, depois de muito custo, abriu um chamado. Até aí, ok.

O problema é que ele me deu a pior orientação possível: disse para eu não pagar a fatura até o banco resolver.

Como eu conheço minimamente o sistema financeiro, sabia que isso significaria nome negativado, juros e cartão bloqueado. Ignorei completamente essa instrução absurda.”

Paguei o que realmente devia

No dia do vencimento, 28/11, fiz o que o banco deveria ter feito:

  • Peguei a calculadora
  • Somei meus gastos normais
  • Somei apenas a primeira parcela correta das compras do Assaí

E paguei esse valor. Ou seja, paguei o que devia de verdade, ignorando a cobrança errada à vista.”

Reclamações formais e a resposta padrão: “não é problema nosso”

No mesmo dia 26/11, também abri duas reclamações:

  • uma no Consumidor.gov
  • outra no Banco Central

Quase duas semanas depois, o BRB respondeu a primeira reclamação lavando completamente as mãos. A resposta foi, literalmente: ‘A bandeira processou a compra à vista. O sistema acatou o que veio da adquirente. Procure o estabelecimento para resolver.’

Traduzindo: o banco admite que houve erro sistêmico, mas joga a culpa na maquininha e manda o cliente se virar com o supermercado. Obviamente, não aceitei.

Nova reclamação e argumento básico de CDC

“Abri então uma nova reclamação no Banco Central, com um argumento simples e óbvio:

Se o próprio banco admite que o arquivo veio errado da adquirente, isso comprova uma falha na cadeia de fornecedores do serviço. Pelo Código de Defesa do Consumidor, o cliente não pode ser punido por erro de comunicação entre:

  • sistema do banco
  • bandeira
  • adquirente
  • maquininha

Isso é problema de TI deles, não meu.”

Dezembro, juros indevidos e mais enrolação

No dia 29/12 paguei a segunda parcela da tal compra. Novamente calculando tudo na mão, pois a fatura continua errada e agora com juros.

E, em vez de resolver o problema após a segunda reclamação, o BRB fez o quê?
Pediu prorrogação de prazo no Banco Central. O novo prazo vai até 12/01.

Enquanto isso, o cliente:

  • perde tempo
  • paga errado
  • corre risco de juros e bloqueios
  • e segue refém de um erro que não cometeu

Mais um capítulo das peripécias do BRB em 2024.”

Os relatos negativos sobre o banco não param de chegar. Merecidamente o vexame do mercado por dois anos seguidos.

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