
É comum que bancos e fintechs ofereçam um produto conhecido como aplicação automática. Cada instituição utiliza um nome comercial diferente, mas, na prática, trata-se da mesma estrutura. Normalmente é um CDB com aplicação e resgate automáticos, no qual o saldo da conta é investido diariamente e permanece disponível para uso.
Para os bancos, esse tipo de produto é muito vantajoso. O valor investido aumenta o volume de recursos disponíveis para empréstimos e reduz os depósitos compulsórios exigidos pelas regras do Banco Central. Além disso, pela comodidade, muitos clientes esquecem de buscar alternativas mais rentáveis e mantêm o dinheiro nessas aplicações, que geralmente apresentam rendimento baixo.
É o que acontece no Itaú. O que já tinha uma rentabilidade ruim passará a render ainda menos. Nos últimos dias os clientes receberam uma comunicação informando a mudança nas regras da aplicação automática, que passará a seguir os percentuais abaixo.
Nova rentabilidade da aplicação automática
Com a mudança, a remuneração ficará assim:
- Até 89 dias: 2% do CDI;
- De 90 a 179 dias: 5% do CDI;
- De 180 a 359 dias: 10% do CDI;
- De 360 a 539 dias: 60% do CDI;
- De 540 a 1.800 dias: 100% do CDI.
A nova regra entra em vigor em 20 de fevereiro de 2026. Até essa data, permanece válida a tabela atual.
Como funciona hoje
Atualmente, a remuneração segue os percentuais abaixo:
- De 1 a 29 dias: 2% do CDI;
- De 30 a 89 dias: 10% do CDI;
- De 90 a 119 dias: 20% do CDI;
- De 120 a 359 dias: 30% do CDI;
- De 360 a 719 dias: 60% do CDI;
- Acima de 719 dias: 100% do CDI.
O que muda
Na prática, a principal mudança está na rentabilidade do primeiro ano da aplicação, que passa a apresentar retornos piores. A aplicação automática é um produto voltado para a utilização rápida do saldo, portanto trata-se de uma piora, mesmo com a redução do tempo necessário para atingir 100% do CDI.
O que fazer
Acompanhar de perto o próprio dinheiro, escolhendo produtos melhores. É importante manter parte do saldo disponível para o uso diário, seja na própria aplicação automática ou em CDBs e fundos de renda fixa com resgate automático. Já os maiores valores devem ter uma destinação diferente.
O maior erro é manter grandes volumes de recursos por longos períodos em aplicações automáticas, os bancos adoram isso.
Grupo de Gerentes
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