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Banco Safra pode perder a sua sala VIP

O futuro do Espaço Banco Safra no Aeroporto de Guarulhos está em disputa. Com alto valor de marketing, o lounge desperta interesse de bancos, fintechs e operadores de salas VIP

O Espaço Banco Safra é uma sala VIP localizada no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, mais especificamente no Terminal 3, destinado exclusivamente a passageiros de voos internacionais. Apesar do nome atual, esse lounge não foi criado pelo banco. Antes, o espaço era conhecido como Star Alliance Lounge, mantendo praticamente a mesma estrutura, layout e padrão de serviço.

A administração da sala VIP é realizada pelo GRU Airport e não pelo Banco Safra. Na prática, o banco apenas assumiu o naming do espaço, sem promover mudanças relevantes na experiência oferecida ao passageiro.

E aqui vai a minha opinião direta: o Safra não tem mérito algum sobre essa sala VIP. O lounge já estava pronto, bem estruturado e funcionando em alto nível antes da troca de nome. Ainda assim, isso não muda o fato de que continuo considerando esse espaço um dos melhores lounges do Terminal 3 de Guarulhos.

Safra está ameaçado e mercado está de olho

O Espaço Banco Safra entrou oficialmente no radar do mercado. O GRU Airport está em negociações com o Banco Safra e o futuro da sala VIP passou a ser acompanhado de perto por operadores, bancos e fintechs.

Não é exagero dizer que esse lounge é hoje a menina dos olhos do aeroporto. O espaço tem um potencial de marketing gigantesco. Estamos falando de um verdadeiro outdoor permanente dentro do terminal mais importante do Brasil, exatamente onde passa o público de maior poder aquisitivo do país.

O interesse é alto. 10 entre 10 operadores de salas VIP gostariam de assumir esse espaço. Além deles, outros bancos e fintechs também enxergam o lounge como uma oportunidade estratégica de posicionamento de marca, associação com experiência premium e geração de percepção de valor junto aos clientes.

Com tantos interessados disputando o mesmo ativo, o efeito é inevitável: o preço para assumir a operação ou o naming da sala VIP está cada vez mais valorizado. O Safra sabe disso. O mercado também. E o GRU Airport, claramente, está explorando esse potencial ao máximo.

Amex perdeu a sua sala para o Itaú

Algo muito parecido já aconteceu recentemente em 2025, também no Aeroporto de Guarulhos. A American Express perdeu a sua sala VIP, em uma decisão estratégica do GRU Airport, que optou por fechar parceria com o Itaú.

O movimento foi claro e totalmente pragmático. No Brasil, o Itaú é muito mais poderoso do que a American Express em termos de base de clientes, relacionamento bancário e capacidade de investimento local. E isso pesou – e muito – na negociação.

Além do naming e da operação da sala VIP, o Itaú apresentou uma proposta comercial extremamente agressiva, que foi além do lounge em si. Um dos diferenciais foi a inclusão de serviço exclusivo de valet-parking no aeroporto, ampliando a experiência premium antes mesmo do passageiro entrar no terminal.

Esse episódio deixou um recado evidente para o mercado: no jogo das salas VIP de Guarulhos, vence quem entrega mais valor para o aeroporto, não apenas quem tem uma marca forte globalmente.

Conclusão

Agora, resta aguardar os próximos movimentos. O Banco Safra mantém um bom relacionamento com o GRU Airport e opera todas as casas de câmbio do aeroporto, o que naturalmente pesa a seu favor nas negociações. Ainda assim, é difícil ignorar um ponto: o Safra não tem a mesma força comercial e de marca de outros grandes players financeiros no Brasil.

Hoje, entre os maiores bancos privados do país, apenas o Santander ainda não possui uma sala VIP própria em Guarulhos. E é impossível não pensar no impacto estratégico que seria assumir esse espaço. Seria uma tacada de mestre, com visibilidade máxima, associação direta ao público de alta renda e presença constante no terminal internacional mais relevante do Brasil.

No fim, essa disputa deixa claro que salas VIP deixaram de ser apenas um benefício. Elas se tornaram um ativo de marketing, posicionamento e poder institucional. Quem assumir esse espaço, não estará apenas operando um lounge, estará ocupando um dos pontos mais valiosos do Aeroporto de Guarulhos.

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