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Vexame do ano 2025: o caos das salas VIP

Você, muito provavelmente, sofreu ao usar uma sala VIP recentemente

Se 2022 foi o ano em que as salas VIP começaram a dar sinais de colapso, 2025 foi o ano em que o sistema simplesmente saturou.

As filas aumentaram, a superlotação virou regra e a experiência, que antes justificava o nome “VIP”, passou a ser tudo, menos especial. Em muitos aeroportos, a cena se repetiu o ano inteiro: fila na porta, aviso de lotação máxima e espera maior do que a do próprio embarque.

O que antes era um diferencial virou um teste de paciência.

Em 2025, o problema deixou de ser pontual ou sazonal. Não foi só em feriado, alta temporada ou horário de pico. Foi constante. Segunda, terça, quarta. Manhã, tarde e noite. Entrar em uma sala VIP passou a depender mais de sorte do que de direito.

E isso gerou algo que, até pouco tempo atrás, seria impensável: muita gente passou a repensar a forma de usar as salas VIP.

A vontade de entrar continua existindo, porque conforto, comida, bebida e um espaço melhor que o portão seguem fazendo diferença. O que mudou foi o comportamento. Em 2025, muita gente passou a ficar menos tempo nas salas, usar apenas para um café rápido, um banho ou um descanso pontual antes do embarque.

Outros passaram a priorizar restaurantes conveniados, que permitem usar o benefício do cartão para comer com mais tranquilidade, sem filas, e uma experiência, muitas vezes, mais previsível do que a de uma sala VIP lotada.

Em alguns casos, virou o ambiente mais barulhento e caótico do aeroporto. Quando o benefício começa a atrapalhar a viagem, ele deixa de fazer sentido. Quando todo mundo é VIP, ninguém é VIP.

O mercado tentou reagir, mas de forma lenta e, muitas vezes, mal calibrada. Limites de acesso vieram tarde demais. Regras confusas, aplicativos instáveis, reservas pagas e filas “prioritárias” que não resolvem o problema estrutural: excesso de acesso para pouca infraestrutura.

A conta não fecha.

O discurso de exclusividade seguiu nos materiais de marketing, mas a realidade foi outra. Em 2025, as salas VIP provaram que quando todo mundo tem acesso, ninguém tem experiência premium. A culpa não é dos operadores de salas, mas sim dos emissores de cartões.

O resultado é simples e direto: o pior ano da história das salas VIP no quesito exclusividade e qualidade.

Não por falta de espaço físico apenas, mas por excesso de promessa mal feita. O benefício foi vendido como universal, sem critério, sem controle e sem planejamento de longo prazo.

E o passageiro, mais uma vez, pagou o preço – seja na fila, seja abrindo mão de usar algo que, teoricamente, já estava incluído no cartão.

Se nada mudar de forma estrutural, 2026 não será melhor. Será só mais um ano tentando normalizar o caos.

O diferencial

Hoje só temos quatro experiências realmente exclusivas no Brasil:

Essas, realmente, oferecem o que realmente se espera de um espaço VIP.

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