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Banco Inter Wearables: um lançamento sem sentido

Ao invés de usar seu cartão físico, celular ou smartwatch, usará o anel ou a pulseira

Eu me considero uma pessoa inteligente, mas tenho bastante dificuldade de entender as estratégias do Banco Inter. Essa semana, o banco realizou um evento no Parque do Ibirapuera para divulgar o lançamento dos seus dispositivos wearables.

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O que são os Wearables?

São acessórios inteligentes (anéis, pulseiras e relógios) que funcionam como uma extensão do seu cartão do Banco Inter e usam tecnologia NFC para pagamentos por aproximação.

Basicamente, você usa o dispositivo para realizar um pagamento. Ao invés de usar seu cartão físico, celular ou smartwatch, usará o anel ou a pulseira. O relógio tem previsão de lançamento ainda em 2026.

Esses são os preços:

  • Inter Ring: R$ 465,00 à vista;
  • Inter Wrisband: R$ 349,00 à vista.

Veja:

Bancos já fracassaram com essa ideia

Esse lançamento está longe de ser uma novidade. O Santander já ofereceu esse produto e foi um fracasso. Teve um momento que ofereceram até de graça – inclusive da Osklen – e mesmo assim não deu certo. O Banco do Brasil também não conseguiu emplacar a ideia.

Também lembro que o Trigg já lançou uma pulseira e o que o Nubank tinha planos (acho que desistiram).

Eu me pergunto: será que o time do Banco Inter sabe disso? Vejo o banco desde sempre com lançamentos onde tenho certeza que não analisaram o mercado.

Para mim, há duas grandes barreiras:

  • O acessório é cobrado – e não é barato;
  • Todo mundo sempre está com celular e/ou smartwatch.

São raríssimas as exceções onde o acessório do Banco Inter faz sentido. Até para a prática de exercícios, como a imensa maioria das pessoas escuta música, faz todo o sentido estar com o celular junto.

Black que não é Black

Sempre ressalto também a falta de transparência do Banco Inter. Ano passado, transformaram o Black em Platinum, sem avisar isso aos clientes.

Conclusão

Com tantas oportunidades no mercado, não entendo o motivo de gastar tanto tempo, energia e dinheiro com um lançamento que já foi testado por vários bancos sem nenhum sucesso.

Além de ser um produto que a imensa maioria das pessoas não tem necessidade, o preço ainda é bem elevado. Os outros bancos, lançaram produtos mais baratos, e mesmo assim fracassaram.

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Há mais de 17 anos atuo diretamente no mercado de cartões de crédito, construindo relacionamento com bancos, entendendo critérios internos e acompanhando, de perto, como as decisões realmente acontecem.

Ao longo desse caminho, conquistei alguns dos melhores cartões do Brasil, como The Centurion Card, Ícone e DUX, entre outros. Mas nada disso veio apenas de renda, investimento score ou sorte. Veio de entender algo que pouca gente percebe: muitas vezes, a aprovação de um bom cartão passa pela boa vontade do gerente.

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